Segunda-feira, 15 de Abril de 2013

Velas abre caminhos: e não é que funcionam?


Há imenso romance numa estrada.


No último post queixei-me dos sigilos serem a forma mais entediante de magia.
Na minha perspectiva, um simples feitiço com velas bate um sigilo aos pontos em poder e interesse. 
Ainda assim, nunca depositei muita fé em velas pré fabricadas para feitiços... mas adoro uma surpresa.

Comprei um velão de abre caminhos na MundoMistíco há coisa de ano e meio. Na altura ainda morava em Lisboa e vim ao Porto feita turista. Decidi passar na loja, que é bastante interessante mas não sabia bem o que comprar. Acabei por trazer o velão e lá ficou em casa. Para dar €13 por uma vela, só planeava usá-la em caso de emergência nacional, era demasiado cara para banalidades.

No outro dia, achei por bem finalmente acendê-la. Demorou quase 5 dias contínuos a arder. Não gosto de deixar velas sozinhas mas com o vidro à volta (e ainda a deixei dentro de uma espécie de lamparina de vidro) fiquei mais sossegada.

Normalmente sou apologista de se ter um plano mundano para ajudar o feitiço a funcionar (ex: se queres emprego, procura-o, que o feitiço te ajudará) mas quando não se faz quase nada pelo que se procura e os resultados aparecem na mesma, aí sim é espectacular.
Eu pedi mais oportunidades profissionais e fiquei por aí. Não procurei, mas já tenho algumas alinhavadas. Nesta altura começa a ser uma questão de dizer que sim ao máximo que se conseguir. Apareceram do céu, um telefonema aqui, um mail ali.  Não são todas perfeitas, algumas nem sequer são boas, mas são "oportunidades", que foi afinal exactamente o que pedi. Imagino que dedicando-me um pouco mais, coisas melhores aparecerão.

Quando se faz um feitiço tem que se pensar no que se pede como se fosse um contrato se não querermos ficar presos a determinadas palavras. Ainda esta semana estive a ler sobre bruxas que ao pedirem "prosperidade", acabaram grávidas. Nada diz prosperidade como fertilidade, pelo que não se podem queixar. 
É melhor ser pouco poética e o mais objectiva possível quando se escreve/diz a intenção.


Método Magia de Barba  
para activar uma vela abre caminhos: 



Se forem como eu, ignorem a oração escrita no rótulo da vela. Já estou farta de ouvir falar de Jesus Cristo, mostrem-me alguém que realmente saiba tirar uma árvore caída da estrada.

Acalma-te, respira fundo durante uns minutos e concentra-te.

Pega num pedaço de papel, escreve o pedido em letras maísculas e sem frases negativas (Não digam: "NAO QUERO PERDER O EMPREGO", digam "QUERO MANTER ESTE EMPREGO"). As maísculas são para realçar que é a nossa vontade.
Como na técnica normal de sigilos, cortar as vogais (QRMNTSPG) e  fazer um desenho que incorpore mais ou menos estas letras. Fazer um círculo à volta do desenho/sigilo em questão.
Na parte de trás do papel, escrever o nome completo 3 vezes na horizontal:

Depois (e esta parte precisa de um bocado de prática), escrever o pedido em forma de círculo, à volta do nome. Eu faço um círculo a lápis à volta do nome e depois escrevo a caneta por cima.
Como tem a ver com trabalho/dinheiro usei uma caneta verde para escrever o pedido, mas uma preta para o meu nome. Quando não me sinto muito artística, escrevo o meu nome 3 vezes e , por cima, em cruz, 3 vezes o pedido.
Se tiveres, unta as pontas do papel com óleos de acordo com o pedido. Eu não tenho hábito de usar.



Este papelinho vai para baixo da vela.
Com a vela em cima do altar, acende um pouco de incenso abre caminhos, faz um triângulo com as mãos acima da vela e tenta transmitir "energia" para o frasco. Não sei explicar de outra forma: faz de conta que é uma pilha que estás a carregar. Gosto de imaginar a vela a ser carregada centímetro a centímetro. 
Tudo isto tem que ser feito num estado de concentração que se assemelha a um pequeno transe. Esta é a parte mais importante, porque sem o estado alterado de consciência não adianta seguir a receita.

Uma vez carreada a vela, acende-a... e espera. Normalmente qualquer coisa como 2 a 3 semanas é o normal.

Para dar uma força extra, nada como fazer oferendas e recitar o mantra do senhor Ganesha, o removedor de obstáculos... mas essa história deixo para outro post.

Façam muita magia, o mundo precisa de ser encantado!






Sábado, 23 de Março de 2013

sigilos: a magia mais entediante de sempre




A única magia que tenho praticado ocasionalmente é o lançamento de sigilos/sigils, que faço mais por curiosidade do que pelos resultados que proporciona. Parece que estou sempre a testar se ainda tenho poderes. Eu sei que eles não se roubam mas é uma espécie de mania minha.
Eles funcionam, mas sempre de forma muito pouco... interessante.

Passei imenso tempo até perceber a forma de os lançar, nunca conseguia que nenhum resultasse. Descobri o que funciona comigo: suster a respiração até ficar quase azul e vizualizar o glifo quando expiro. Aquele momento em que se está desesperada por ar é a única forma que encontrei até hoje de atingir o verdadeiro estado "no-mind" tão necessário a esta técnica.

Agora que consigo que os sigilos funcionem continuo a ter um problema com eles: são a coisa mágica mais sem graça e, talvez por consequência, também entregam os resultados mais sem graça de sempre.

Não quero dizer que sejam negativos, são mesmo só aborrecidos mas provavelmente tem a ver com os meus pedidos.

O primeiro sigilo que consegui fazer funcionar foi :
"QUERO ENCONTRAR UM ISQUEIRO"

É suposto começar com algo de pequena importância e de facto, eu estava a precisar de um isqueiro há uns dias e estava sempre a esquecer-me de comprar um novo.
Lancei o sigilo antes de dormir, na manhã seguinte acordei e fui buscar algo a uma gaveta que raramente uso e encontrei um isqueiro perdido há meses. Foi rápido e eficiente... foi muito aborrecido.

Quando terminei de escrever o livro que me encomendaram no verão também fiz um sigilo para encontrar mais trabalho do género. O manuscrito veio para trás porque queriam que acrescentasse mais capítulos.
Isto já não é aborrecido, mas é semântica.
É o ter que escolher as palavras como se fosse um advogado quando se faz magia que me faz inclinar cada vez mais para o modelo de informação, no que toca a explicar a magia.  Faz sentido quando pensamos que estamos a tecer uma teia semiótica, cujos significados se influenciam mutuamente e trazem a mudança que desejamos.

Desde aí tenho tido outras experiências igualmente aborrecidas. Parece-me também que os sigilos só funcionam em pedidos pequenos e pouco específicos, pelo menos comigo.
Pior ainda, é que não têm qualquer tipo de efeito no meu humor. Tenho reparado que quando pratico magia frequentemente há uma espécie de efeito anti depressivo, uma high que dura semanas e que os sigilos não conseguem fornecer.
Acho que preciso de mais... "drama", e uma sensação de unidade com alguma coisa que não sei se alguma vez perceberei o que é.

Tenho andado miserável desde que parei, pelo que finalmente voltei à minha prática frequente (que nunca consegui tornar diária)  só para tentar afastar a nuvem negra que tomou residência acima da minha cabeça.

Além disso, vêm aí dias complicados, faz falta estar "em forma" de novo tanto psicologica como magicamente.



Terça-feira, 4 de Dezembro de 2012

Santa Morte


Segundo os meus estudos recentes na área de marketing, o google diz-me que o que o meu povo gosta é de feitiços de amor.
Aqui está um, cuidado, está quente. Não... a sério, cuidado.
Não acrescento nada ao vídeo, se um dia chegar a trabalhar com este santo conto tudo, até lá isto é "apenas para efeitos didácticos".
Se  eu estiver à procura de amor sou mais capaz de ir pelo Santo António do que pela entidade que representa a própria morte e que é conhecida por torturar a vitima até ela  voltar ... mas cada um sabe de si, não é?
A minha vida não anda boa para me dedicar a coisas novas, não tenho tido tempo.
Ainda assim, mesmo quando não as procuro, elas vêm ter comigo.
Já passou quase um mês desde o Samhain. Não tenho por hábito festejar este tipo de datas (as festas pagãs)  embora esta seja um pouco diferente. Há de facto qualquer coisa no ar, sente-se o véu a ficar mais fino. Apesar de ter a mesma sensibilidade a espíritos que um tijolo, até eu consegui ver uns quantos vultos 2 ou 3 dias antes e no próprio dia.
Apesar de ter planeado um pequeno ritual de agradecimento aos antepassados como no ano passado, a vida acontece... mesmo no dia da morte.
Cortesia da greve dos Senhores da Comboios de Portugal, a minha noite de Samhain foi passada a esperar 3 horas numa estação de camionetas pela primeira camioneta livre da noite. Sem comboios, de repente é quase impossível arranjar bilhete de camioneta. Para melhorar ainda mais as coisas, os 2 junkies mais felizes que eu já vi sentaram-se um de cada lado do meu banco a discutirem "quem é que tem mais interesse num negocio: o vendedor ou o comprador?" como se fosse a questão filosófica do século. Esta conversa era interrompida para cantar excertos da banda sonora do Indiana Jones.
Não me importei. Se há coisa que não me falta é sentido de humor. Estar a fumar um cigarro à porta da estação enquanto ouço gente na rua a dizer "as bruxas hoje andam aí" dava-me vontade de dizer "nah, as bruxas também ficam retidas por causa da greve da CP. Porque é que fui deixar a vassoura em casa?!."
Apesar de eu não ter tido oportunidade de festejar a data, não quer dizer que não a sentisse. Dei por mim a ficar mais curiosa em relação à morte. Não no sentido suicida, simplesmente mais atenta a símbolos relacionados com morte em que não costumava pensar. E como nada acontece por acaso, estava a reler o Invisibles, aquela Opus da magia e fiquei completamente fascinada com a iniciação de uma das personagens com os deuses do submundo dos  aztecas. A história fazia-me chorar, comoveu-me muito mais do que quando a li da primeira vez.
A morte estava no ar, mas não de uma maneira ameaçadora, antes convidativa. Eu sempre evitei esse tipo de descoberta. Não sou uma new ager mas gosto de me afastar de assuntos mais negros. Quando olhamos para o abismo ele olha de volta, não é? E ninguém precisa disso, mas nesses dias as coisas andavam diferentes. Era seguro procurar esses assuntos, parecia que o abismo estava com conjuntivite ou simplesmente bem disposto.
A primeira vez que sequer soube que se venerava uma entidade chamada "Santa Muerte" foi num dos episódios de Breaking Bad. Tinha a impressão que se tratava de uma santa mexicana dos criminosos (pelo menos era assim que a retratavam na série ). Na verdade, é a a santa de todos os que lidam com situações de vida e de morte embora seja muito popular com criminosos, traficantes de drogas e os marginalizados.
É curioso que seja uma "invenção recente" com os primeiros santuários a surgirem nos anos 50 no méxico. Tem tido um grande boom, com cada vez mais adeptos pois o culto tem-se espalhado para os estados Unidos.
É uma espécie de ressurgimento de uma deusa azteca da morte Mictecacihuatl, sincretismo da deusa com o catolicismo. Claro que a igreja católica diz que esta "santa" é satânica, mas vá, quem é que liga ao que o senhor de chapéu e sapatos Prada diz?
Esta deusa é a consorte do deus da história de banda desenhada que eu estava a ler.
Não acho que sejam chamamentos, só acho que estas descobertas se prestam a quem está atento e receptivo, especialmente numa altura como o Samhain.
A impressão que tenho dela é de se tratar de uma entidade muito pesada e muito séria por isso hesito em tentar trabalhar com ela. Há ali um elemento deliciosamente kitsch nas caveiras vestidas com robes diferentes e afins que eu não sei se conseguiria aproximar com o devido respeito.
Além disso, a minha vida não é tão entusiasmante que eu tenha realmente assuntos de vida ou de morte a contemplar. Por muitas chatices que me tenham aparecido, eu e os meus estamos todos saudáveis, com comida na barriga e um telhado acima da cabeça.
A vida é bela (e sim, é com esta frase que vou acabar um post sobre a morte).
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Domingo, 10 de Junho de 2012

Feitiços para curar um gato... para quem nunca curou nada nem ninguém antes.

Apanhei o hábito de nunca vir falar de qualquer trabalho que ainda esteja em progresso.
A frase "Saber, ousar, querer, calar" é algo que sinceramente não compreendo. Principalmente não compreendo a parte do calar. Está aí um link com a explicação do Sr. Levi. Gosto de saber porquê e acho que não há uma explicação objectiva para esta ultima palavra.
De qualquer das formas, tal como não partir espelhos ou passar debaixo de escadotes, há coisas que simplesmente não fazemos sem saber bem porquê. Eu passei a esperar que o trabalho esteja completamente finalizado antes falar sobre ele.
Agora que a minha gata está de novo em pé e gordinha estou mais à vontade de partilhar convosco exactamente o que se passou.

Quero deixar já um disclaimer óbvio : ISTO NÃO IMPLICA NÃO LEVAR O BICHINHO AO VETERINÁRIO. 

Não me farto de repetir: a magia funciona aumentando a probabilidade daquilo que queremos acontecer. É como água, vai por onde houver menos resistência, por isso também temos que ajudar.
Tenho uma gata com 8 anos que num Domingo à noite há coisa de 3 semanas começou a vomitar sangue. Esta bichinha, além de ser a gata mais doce à face da terra tem vários problemas de saúde e tinha sido operada há coisa de 2 semanas antes deste incidente. Para cúmulo dos azares, este problema não tinha a ver com a operação, mas eu nem sabia disso na altura.
Nessa mesma noite tentei fazer com que ela comesse ou bebesse água mas ela estava mesmo muito fraca e mal se mexia.

Ultimamente tenho praticado o Ritual do Pilar do Meio, que também pode ser usado para cura e decidi experimentar. Depois de uma pesquisa rápida, descobri que o plexo solar de gato é mais ou menos entre as patinhas da frente, mas no lado das costas.




Depois de fazer a circulação da energia, comecei a passar a minha energia do meu sistema para o dela. 
Pouco depois ela voltou a vomitar e como não senti muito confiante decidi pegar  no meu livro de situação crítica : "magic when you need it" da judika Iles. São 150 feitiços para emergências e , como seria de esperar, "protect your pet" estava lá no meio. É ideal porque quando se está a chorar de pânico é difícil sentar e escrever um feitiço próprio.

Havia 2 feitiços à escolha, eu decidi fazer os 2, basicamente ao mesmo tempo.

1) Anjos da guarda animais

Hecate: cães e rãs
Atargatis : peixes
Anat : cavalos
Bastet: gatos
Lilith: cobras
Afrodite: todas as criaturas

Acende uma vela vestida com incenso de Olibano.
Respeitosamente, diz algo dentro deste género:

Eu sou a protectora de uma das tuas crianças
peço-vos ajuda e assistência
Protegei (nome do bichinho)
Por favor guiai-me para que eu faça as decisões certas e tome as melhores acções
pela parte deste animal.

Sendo para uma gata, fiz esta petição à deusa Bast(et), protectora de gatos e da maternidade (sendo que a gata para mim é como uma filha, pareceu-me perfeito).



O livro recomenda também queimar uns raminhos de alfazema para fazer um circulo protector a volta do animal mas sendo a gata asmática isso ainda lhe fazia pior...além disso eram 3 da manhã, eu não tinha raminhos desses em casa nem onde os comprar.

Caprichem na oração, Bast é muito acessível. Não sejam foleiros, ofereçam mais qualquer coisa. Um copo de água é o mínimo, mas ela também gosta de chocolate e outros doces. 
Na altura eu não sabia ainda que oferendas é que ela preferia mas prometi que ofereceria assim que descobrisse. Meditei um pouco e tive duas visões do mesmo focinho de gato como um flash, sabia que a minha prece tinha sido ouvida.

Como já expliquei noutro post, quando coincidências estranhas começam a aparecer sabemos que estamos no bom caminho. A seguir ao feitiço fui procurar exactamente o que é que Bast gostava que eu oferecesse. Encontrei um site de uma ordem dedicada a esta deusa que não só indicava as oferendas mas dizia "sim, Monalisa, tens que as comer depois, nada se pode desperdiçar". Na verdade não era Monalisa, era o meu nome verdadeiro (que não é muito comum!), ali no meio do texto, sem qualquer tipo de contexto. Mais uma vez soube que estava mesmo no bom caminho.
Caso se estejam a perguntar, faço minhas as palavras do Sheldon do Big Bang Theory:





2) Gato verde de boa saúde

Para este feitiço precisamos de uma vela verde em forma de gato (no meu caso, usei uma vela verde normal). Escreve-se na vela toda a informação do animal (nome/idade/o que a identifique), eu usei uma agulha para isso.


Para vestir a vela, o livro recomenda misturar óleos de lavanda, limão, patchouli e vetiver com óleo de jojoba. Usando o que tinha à mão misturei lavanda e limão em azeite e vesti a vela, começando a meio e espalhando o óleo na direcção oposta a mim (uma vez que o feitiço não era para mim).

Deve queimar-se essa vela durante 30 minutos por dia até o animal ficar melhor.

Se eu tivesse que dizer qual destes rituais funcionou melhor eu dia que foi a oração/vela a Bastet. Foi o que me deu mais sinais de estar em curso.
A minha gata ficou internada 5 dias. Depois deste ritual fiz uma estátua de Bastet que tem lugar permanente no meu altar, onde vou fazendo várias oferendas. Parece-me uma deusa muito positiva.

O que talvez não tenha sido a melhor ideia foi a circulação de energia através do Middle Pilar Ritual. Pensando bem no assunto, penso que em vez de a curar eu liguei-me a ela, ou absorvi parte da energia da gata. O resultado foi que no terceiro dia de internamento ela esteve para morrer e eu passei o dia na cama cheia de dores e sem me conseguir mexer. Eu SEI que não foi psicológico pois eu só descobri a situação no dia seguinte quando ela já estava mais estável.




Tudo somado faria exactamente a mesma coisa de novo.


















Sábado, 12 de Maio de 2012


magick and politics
“Magic rejects politics as no more than some people´s adverse desire to dominate others. It does well to dissociate itself from this monkey squabble and advocates instead personal enlightnenment and emancipation, which are the only real safeguards to freedom. Magic is anti-ideological because the main products of ideological solutions are repression and corpses. Although a religion may appear benign when it is is decline , at least half of the madness and violent deaths of history have been caused by mindless adherence to religions. Magic is also opposed to the superstition that the world is wholly material and that men´s actions are not intimately interwoven with the psychic sphere.”

Peter Carrol

No meio de toda esta comoção eu continuo a não conseguir interessar-me por politica, não é por ignorância, é mesmo por isto.

Terça-feira, 10 de Abril de 2012

Ritual do Poder do Novo Avatar

Este ritual destina-se ao relaxamento e deve ser utilizado antes de toda e qualquer oração, destina-se a deixar-nos no estado físico e psicológico próprio.
Deve ser feito numa cadeira (porque se o fizerem deitados vão mesmo adormecer).

Tradução "free-form", já que eu apenas traduzi do original porque me sinto mais à vontade a recitar isto minha lingua materna. Recitem calmamente, com alguns espaços entre as frases. Uma boa ideia é gravar isto para um ficheiro audio e ser levado pela meditação enquanto se ouve, tem uma boa dose de auto-hipnose.

"Eu começo o ritual do Poder do Novo Avatar.
Eu chamo as planícies interiores para que testemunhem. Digo assim o meu propósito:
ANKAR YOD HAY VAW HAY

Começo a relaxar, a livrar-me de toda a tensão do corpo. Deixo os músculos acalmarem e relaxarem...
Em breve sentirei algum peso nos meus braços, mãos, coxas, pés, em todo o meu corpo...
Os meus músculos libertam-se e relaxam... deixam-se ir.
Todos os meus músculos estão a relaxar.
Muito em breve vou sentir-me ir... relaxar e deixar-me ir.... relaxar... ir... relaxar.
A tensão deixa os meus músculos e eles tornam-se relaxados, soltos, deixam-se ir.
Os barulhos à minha volta misturam-se na paisagem. Vou sentir o relaxamento total.... deixo-me ir.
Respiro fácil e profundamente...fácil e profundamente.
Relaxo e deixo-me navegar...até à paz e serenidade do relaxamento completo.
Enquanto o meu corpo relaxa, eu entro na paz e sossego onde apenas estas palavras têm significado e nada mais me distrai.

Deixar ir.. relaxar...deixar ir.. relaxar.
Deixo-me ir e relaxo....

... (deixar passar algum tempo )

Eu te chamo ò poderoso Arzel que habita o Este para que me ajudes nesta e em todas as minhas acções...
Sei agora que o meu poder do novo avatar está a subir à superficie."


Este é o ponto de início, a seguir à qual se juntam orações por propósitos específicos. Os génios que se chamam neste livro em particular são-me desconhecidos, há quem pense que são espíritos "descobertos" pelo autor. O debate está aberto.

Vou dar o exemplo da invocação por dinheiro, em que se distinguem vários nomes de poder mais ortodoxos (escritos como se lêem em inglês) e que devem ser vibrados.

"Pelo poder do nome EH-HEH-YEH, YEH-HO-VO-EL-OH-HEEM  e YEH-HO-VO-AH-VAY-DAH-ASS.
Eu vos dirijo esta invocação NITIKA, génio da riqueza.
Ficai a saber que vos peço e comando que me tragam ouro.
Começai agora mesmo a dar forma ao futuro de maneira que o dinheiro venha a mim em quantidade suficiente e de sobra pelo poder destas palavras e invocação.
Estais sobre o meu poder em nome de SHAH-DYE-ELL-KIGH e AH-DOH-NIGH-AH-AH-RETZ.
Assim seja."


Recomenda-se a repetição diária e de apenas uma invocação (há várias para várias intenções).
Para ser sincera ainda não experimentei esta, mas já tive bons resultados com uma semana da "invocação para sucesso". 

Sábado, 7 de Abril de 2012

Esta grande ausência

Ainda não percebi se acredito em astrologia, pelo menos no que toca a prever situações. Normalmente não costuma andar muito longe no que toca a personalidades. Os desgraçados dos sagitários são sempre borboletas sociais e pessoas cheias de charme, os peixe uns drama queens, os leões generosos (se bem que um tanto egocêntricos) e os carneiros uns cabrões... ou assim tem ditado a minha experiência. Mas quando está na hora de me dizerem como vai correr a minha vida no próximo mês fica sempre aquém das expectativas.
Normalmente a numerologia anda mais a par do que se passa por aqui.
Este ano é o meu ano 9. Ou seja, o ano dos finais. E posso dizer que tem sido muito assustador.
É muito ingrato, venho do ano 8, um ano de sucesso e poder, para um ano que posso descrever como semelhante à carta de Tarot da Torre. Nem sequer tentei pegar "na varinha" para impedir esse desmoronamento porque eu já o estava a ver e parte de mim sabia que era necessário. Tirem o cavalo da chuva, não foi o Karma, eu sou uma betinha!
Atendendo à numerologia é fácil ver a vida como uma série de ciclos e eu gosto dessa visão. Não sou velha o suficiente para me lembrar dos anteriores a este que está a chegar ao fim, e nem tinha maturidade para os reconhecer anteriormente. Nesse aspecto, o ano 7 ajudou-me, foi um ano dedicado à espiritualidade e ao conhecer-me a mim mesma. Não sou fã de grandes introversões nem da noção de ter "que me encontrar" (que cena hippie) mas curiosamente, nesse ano não tive qualquer alternativa... foi inadvertidamente monástico.



Para mim, 2012 é mesmo o fim do mundo, ou antes, já foi, estou em território pós-apocalíptico. E neste território vazio é necessário começar a plantar as sementes da próxima civilização. Até porque o próximo ano será o ano 1, dos começos e é preciso arrumar todas as pontas soltas este ano.
Há uma frase do blog Rune Soup que ficou comigo este ano, em que o Gordon diz " e se o fim do mundo não for um grande boom mas milhões de pequenos cortes de papel?". Com a crise mundial, as taxas de suícidio a aumentar de forma exponencial, e esta sensação de não haver futuro a inundar o inconsciente colectivo acho que o final do mundo está a acontecer neste preciso momento. Espero sinceramente que sim embora me custe a acreditar que vamos conseguir derrubar o establishment e pedir decência humana a larga escala me pareça uma utopia.

O santo Grant Morrisson diz que a MAGIA = VIDA + SIGNIFICADO ( magick = life + significance)
Gosto mais dessa definição do que da do Crowley. 
A grande ausência que refiro no título é a da magia na minha vida e consequentemente a minha ausência neste  blog.
O meu altar foi-se e mudei-me 350kms para Norte. É difícil reagrupar, especialmente se já não dispomos da privacidade que tinhamos antes e ainda por cima temos uma gata que se assusta quando nos vê fazer o LBRP (não dás pra familiar, ó kitty) e começa a arranhar a porta a miar.

Agora, eu não vim escrever só para me lamentar, vá, isso não faz o meu estilo.
Venho antes oferecer a quem tiver o mesmo problema que eu, uma solução de compromisso.

Cá está.

Alguns podem reconhecer este livro, The Miracle of new avatar power. Foi editado nos anos 70 e todo ele parece um anúncio de tvshop ao que  é na verdade um sistema de magia baseada no hermetismo mas despido até ao mínimo essencial. Não se deixem levar pelas histórias de "como fulana tal fez esta oração e recebeu uma recompensa de 5000 dollars por encontrar uma criança raptada no dia seguinte" (tru story). Passem isso à frente.
Estamos a falar de algo que se pode fazer antes de dormir, em menos de meia hora e que qualquer pessoa pode fazer. Vou disponibilizar as minhas traduções dos rituais nos próximos posts.

Em tempos de apocalipse, a magia é a verdadeira arma de guerrilla... sabem os deuses como nós precisamos dela.